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Walking on air

Olá, meu nome é Brenda e esse é o meu primeiro blog.
E esse blog foi criado com a intenção de compartilhar alguns de meus textos e textos de autores que eu admiro muito, assim como músicas, videos e fotos.
Não espero muita coisa desse blog pra ser sincera, mas escrever é umas das coisas que mais gosto de fazer, então ficarei feliz em compartilhar isso, espero que gostem.

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Um grande gênio. 

Um grande gênio. 

Pelas metades

Eu vi a religião como parte do ópio,  como parte de um medo, de uma história assustadora, subversiva contada por parte da elite que cuspia nos “pobres infiéis” e que ainda cospe, mas mesmo assim eu ainda  levo comigo parte de uma fé consoladora e permanente que não sai de meu peito, mas que foge diante do ódio e do absurdo. E da força à descrença,  eis que opto por crer, ainda que seja pelas metades. 

Um discurso quase morto

Somos escravos de nossa ignorância e no momento oportuno riram de nossas mazelas. 

Estava sentada em algum canto observando os grandes lideres, os mesmos miseráveis que com seus discursos prontos diziam conhecer a pobreza a fundo, disseram também que levariam nosso peso e com algum tempo começaram a roubar nosso sangue, suor e filhos. 

A história não parece mudar e a evolução ainda tarda diante de nós.

Sempre prontos à sujeição eu gostaria de dizer que haveria mudanças, mas somos como folhas mortas caídas sob o chão, esperando que a próxima tempestade nos leve a qualquer lugar. 

While my guitar gently weeps.

While my guitar gently weeps.

Roubam-lhe tudo. A alma, o corpo, a dignidade. Criam-lhe falsas essências e você nunca saberá o que poderia ter sido, mesmo com mil opções. 

Tudo se tornará obsceno e é impressionante quando o palco se desfaz, 
mais impressionante é quase ter que morrer por isso.
Se o ego não fosse tão voraz nada disso teria importância…

Essa noite, meu fracasso.

Eu espero o dia que isso morra dentro de mim, 

E que me traga de volta.

Morta a cada segundo que se passa,

Ninguém me dirá o que haverá pela manhã. 

E desola-me tanto tua partida, 

Que a cada momento em que perambulo pelos cantos 

Carrego palavras mágicas e pedidos de desculpa 

Para os futuros erros que não poderei evitar. 

Ninguém me dirá por onde andas,

E ninguém há de expor teu sorriso em um vidro para que possa carrega-lo

quando precisar encontrar minha calma. 

Cada fragmento, cada lembrança, talvez esteja sujo. 

O amor já acabado, restando-me apenas o cigarro e palavras secas,

Tudo, tudo, tudo morto em mim… 

E enquanto o vento arrasta as folhas quase mortas, 

Os galhos quebram-se ao esperar a chuva que tampouco apareceu, 

Deixa-lhe seco, com um aspecto triste 

E aos olhares de repúdio de quem passa e vê a árvore morta,

Sinto pena desta, pois enfim a compreendia.

Tenhi - Kielo(Piano Version)

Nostalgia

Eu me vi caída. Meu corpo estremecia e o frio então tomava minha alma e minhas lágrimas congelavam-se. Distraia olhando o mundo rodar por cima de mim, e era lindo, tão lindo. A morte se tornará bela a partir do momento que me trouxe consolo. Via as nuvens flutuavam-se juntando a brisa e gotas de chuva escorriam por cima de mim levando o sangue do meu rosto. Tudo, tudo, tudo girando. O Ballet da morte, o som dos carros, da chuva, dos pássaros, o som distante de uma música tão linda levava minha alma junto das ultimas lembranças. Como eu pude perder tudo aquilo? Morrerá sozinha vendo as lágrimas de uma criança que reza que reza e que pede. Meu Deus! Eis que vem o medo da morte e ele é tão assustador que me deita ao chão junto às dores, e agora com o olhar de piedade de quem passa e gira diante dos meus olhos distantes, ah esse olhar tão confortador, eu queria ficar, como queria tentar, tentar mais uma vez, então pedia que a morte me deixasse em paz. Ela vinha fechava meus olhos, era tão voraz, então os abria lentamente, vendo a criança que rezava por mim, aquela criança que  mal sabia meu nome, mas que tinha piedade. 

Vi você me dar a mão, meu devaneio mais lindo, como eu queria consertar as coisas, tudo se tornara frio, tão frio que guardava em mim os gritos e o silêncio contínuo, momentos de nostalgia, e não há nada que possa poupar-me tal desgosto, não importa a beleza de um passado se ele sempre acaba conosco.  Vivia meus últimos dias entre lamúrias, entre o medo.

Agora me deito ao chão e você me vem como o conforto dos dias frios, das noites secas, do sofrimento pela perda, você vem levando embora toda a dor que você trouxe em um dia feliz, chora junto ao meu lado, dando-me a mão, beijando-me o rosto que sangra, esse rosto triste e cansado, e você me abraça, traz calor a esse corpo entorpecido, morto mesmo antes da morte encontrá-lo, ah! Você me abraça com o medo da perda, sabendo-se que amanhã não ei de estar ali. 

Brenda Spinelli Chagas