Eu espero o dia que isso morra dentro de mim,
E que me traga de volta.
Morta a cada segundo que se passa,
Ninguém me dirá o que haverá pela manhã.
E desola-me tanto tua partida,
Que a cada momento em que perambulo pelos cantos
Carrego palavras mágicas e pedidos de desculpa
Para os futuros erros que não poderei evitar.
Ninguém me dirá por onde andas,
E ninguém há de expor teu sorriso em um vidro para que possa carrega-lo
quando precisar encontrar minha calma.
Cada fragmento, cada lembrança, talvez esteja sujo.
O amor já acabado, restando-me apenas o cigarro e palavras secas,
Tudo, tudo, tudo morto em mim…
E enquanto o vento arrasta as folhas quase mortas,
Os galhos quebram-se ao esperar a chuva que tampouco apareceu,
Deixa-lhe seco, com um aspecto triste
E aos olhares de repúdio de quem passa e vê a árvore morta,
Sinto pena desta, pois enfim a compreendia.